Este ano a UPA recebe a visita do Armandinho, o garoto de cabelos azuis pra lá de esperto e dono de um grande coração. A visita tem um motivo! Ele quer falar, a você visitante, sobre os direitos humanos. Em 2018 a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa setenta anos. Vamos nessa?

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos é uma conquista de todos. Resulta da longa jornada das reivindicações políticas e sociais nascidas no século XVIII e que deram origem à Revolução Francesa. A Declaração é, primeiramente, um manifesto em favor da felicidade humana cujos princípios segundo ela são: a liberdade, a igualdade e a fraternidade. Por isso, lemos em seu artigo primeiro:

“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.

Portanto, a primeira coisa que a Declaração estabelece como inegável é o fato de que somos todos membros de uma mesma, única e indissolúvel comunidade.
 

A imagem contém uma tira de quadrinho com o Armandinho e seus amigos dizendo "Artigo 1 Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência... e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.


Mais recentemente, os conceitos de meio ambiente e de biodiversidade nos mostraram que essa comunidade é bem mais vasta. E para garantir sua existência é preciso que lutemos por uma harmonia bem mais ampla...

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A segunda afirmação fundamental da Declaração Universal dos Direitos Humanos é a de que, na comunidade humana, somos todos iguais. Essa igualdade é reconhecida pela lei que deve tratar a todos da mesma forma, como estabelece o artigo segundo da Declaração: “sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição”. Portanto as diferenças são permitidas e devem ser protegidas do preconceito justamente pelo fato de que nossa condição não altera nossa natureza.
 

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Mas em que consiste a felicidade? Em primeiro lugar, no direito de definir o que efetivamente tem valor. E para isso, é preciso estar ligado! Desse ponto de vista, os direitos que asseguram o seu direito à felicidade são fundamentalmente: o direito de questionar os valores, o direito à educação e o direito à informação (verdadeira e de qualidade). Esses direitos permitem a você fazer questionamentos pertinentes, aprofundados e consequentes sobre sua própria condição. Mas como você já deve ter percebido, esses direitos te comprometem com deveres...


O direito de questionar valores!

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O direito à educação!

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O direito à informação!

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Todo mundo sabe mais ou menos o que liberdade e igualdade são. De fato, podemos dizer que desde o século XVIII a liberdade e a igualdade têm avançado – embora em um ritmo lento e até mesmo com alguns retrocessos! No entanto, você já notou que a fraternidade, o terceiro dos ideais da revolução, quase nunca é lembrada?  Porque isso acontece? Veja que a fraternidade é o fundamento da Declaração Universal dos Direitos Humanos, porque é ela que faz com que nos sintamos realmente parte de uma mesma, única e indissolúvel comunidade. Somente juntos, vivendo os mesmos direitos, seremos realmente iguais, livres e felizes.

Vamos juntos pensar na fraternidade, em tudo que ela implica, e fazê-la avançar! Armandinho sabe, como poucos, o que é fraternidade! Veja que não é complicado: basta ter uma grande cabeça e um grande coração!

Comece a praticar a fraternidade: lembre-se sempre dela, pense e aja com respeito e coloque em questão os preconceitos!
 

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Boa sorte para toda a comunidade do planetinha azul!

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A Unicamp agradece ao cartunista Alexandre Beck por ter, com perfeito espírito de “fraternidade, liberdade e igualdade”, permitido a visita do Armandinho!

Valeu Alexandre!

 

 

 

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