Você sabia...

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, que completa 70 anos em 2018, resultou de uma pauta apresentada por diversos segmentos da sociedade civil à ONU em 1948. Essa demanda pretendia ser uma resposta veemente aos horrores da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) em que, estima-se, 80 milhões de pessoas perderam a vida (boa parte civis!) e uma destruição sem paralelo na história condenou sobreviventes a anos de miséria, sofrimento e desespero.  

 

Você sabia...

Um dos fundamentos da cruel devastação provocada pela Segunda Guerra Mundial foi a chegada ao poder de partidos políticos que defendiam ideias de supremacia racial. No entanto, foi decisivo para a subida ao poder desses partidos e para o tamanho da destruição provocada por eles o fato de que essas ideias encontraram terreno fértil em antigos preconceitos e práticas de exclusão abrigadas em diferentes segmentos da sociedade. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, portanto, pretende ser simultaneamente uma receita para a paz e uma advertência contra o poder destrutivo da discriminação.

 

Você sabia...

O conceito de Direitos Humanos nasceu bem antes da Declaração Universal dos Direitos Humanos, do mesmo contexto intelectual e político de que se originou a Revolução Francesa (1789). O mundo dos reis, antes da Revolução Francesa, propunha que diferenças sociais estivessem associadas a diferenças jurídicas. Assim, por exemplo, um nobre poderia ser punido, mas nunca de forma humilhante, que fizesse esquecer sua condição superior na escala social. Um não nobre, por outro lado, deveria ser punido e humilhado. A ideia nova foi incluir no direito a condição natural dos seres humanos. Assim, se por natureza, todos os seres humanos eram iguais (o cristianismo já defendia essa ideia), o nascimento conferia a cada um, direitos naturais: o direito à vida e o direito à condição humana. Fica fácil concluir que a igualdade jurídica só seria plena se todos os homens fossem considerados livres. Esse histórico nos leva a duas conclusões importantes. Primeiro: a igualdade de direitos só se realiza em um contexto de liberdade plena para todos. Segundo: a boa justiça, aquela que assegura a aplicação equitativa da lei, é fundamental à prática dos direitos humanos.  Pense nisso!

 

Você sabia...

Entre 1815 e 1945 a ideia de Direitos Humanos sofreu um importante recuo e deixou de estar no centro dos debates políticos. Durante esse período tiveram mais importância as ideias que defendiam particularidades e exclusivismos como o nacionalismo. Nesse período o nacionalismo teve diversos desdobramentos e um deles foi o fortalecimento de regimes autoritários de que resultaram as duas Guerras Mundiais. Direitos Humanos e democracia caminham sempre juntos. Pense nisso!




Você sabia...

O contrário de discriminação é inclusão!


Você sabia...

A Unicamp está comprometida com o respeito aos Direitos Humanos. Estamos trabalhando pelo estabelecimento de uma cultura da paz dentro da qual os Direitos Humanos sejam conhecidos, debatidos e estudados.


Você sabia...

O mundo precisa de sua ajuda para resolver seus enormes problemas fora da lógica do conflito violento: ouça, olhe, reconheça e compreenda. Rejeite o medo. Desenvolva sua empatia em relação aos outros e acredite que a defesa dos Direitos Humanos interessa a todos, incluindo você! [clique aqui e acesse o texto da Declaração Universal dos Direitos Humanos: http://www.onu.org.br/img/2014/09/DUDH.pdf]

 

Você sabia...

Você pode juntar sua voz a de muitos que estão mobilizados em defesa dos Direitos Humanos. Escolha o artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos que te diz mais neste momento, grave sua leitura em vídeo e realize a postagem do material em https://www.un.org/en/udhr-video/.

 

Direitos Humanos: a Unicamp apoia!

 

Ilustração:

A imagem é um inforgráfico feito com o texto do "Você sabia...", citado acima.

Direitos Humanos